AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA ÁGUA: DETERMINAÇÃO DOS POSSÍVEIS CONTAMINANTES DA ÁGUA DE POÇOS ARTESIANOS NA REGIÃO NOROESTE FLUMINENSE

Camila Vieira Goudinho VITÓ, Luma Janayna Bernardo Ferreira da SILVA, Karoline de Moura Lima OLIVEIRA, Anders Teixeira GOMES, Camila Ramos de Oliveira NUNES

Resumo


A água é um recurso natural essencial para a vida na Terra. É considerado solvente universal pois consegue dissolver a maior parte das moléculas existentes. O Brasil é considerado uma das maiores reservas hídricas do mundo, porém, a água é um recurso limitado e com o passar dos anos vem se tornando mais escassa, resultado do uso irracional. Por ser de grande importância para o ser humano, ela precisa ser considerada potável para que possa ser consumida. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) é o órgão responsável pela qualidade da água no Brasil. O consumo de águas subterrâneas é muitas vezes preferido por serem consideradas mais limpas quando comparadas às águas superficiais. Porém, dependendo do local onde o poço é perfurado, a água subterrânea pode acabar adquirindo contaminantes químicos e/ou biológicos originados de agrotóxicos, lixo, esgoto, dentre outros. No século XX, a região Noroeste Fluminense foi bastante utilizada para agricultura, com destaque para a produção de café. Atualmente, lavouras de café e tomate são predominante em algumas localidades. Os agrotóxicos utilizados nas plantações podem ser lixiviados pelo solo, contaminando a água dos lençóis freáticos. Nas zonas rurais, onde não se tem água encanada, é comum a utilização de poços rasos ou artesianos. Muitas vezes esses poços são perfurados perto dessas plantações, o que aumenta o risco de contaminação da água. Com o objetivo de verificar a qualidade da água de poços, muitas vezes destinados para o consumo, foram selecionados poços de áreas rurais da região Noroeste Fluminense para a realização de análises físico-química da água. Para determinação de íons possivelmente provenientes da contaminação por agrotóxicos, foi realizada análise em cromatógrafo de íons (IF Fluminense Polo de Inovação Campos dos Goytacazes). Os resultados obtidos foram confrontados com a legislação vigente para potabilidade.


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DOI: http://dx.doi.org/10.18571/acbm.111

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